Diamante: Invencível

O status de joia do diamante é recente, em termos históricos, essa pedra explorada desde 850 a.C. já foi considerada um ser vivo mágico com poderes espirituais, símbolo de equilíbrio, talismã de boa sorte e sinônimo de coragem e masculinidade até recentemente ser conhecido como pedra do amor e símbolo do enlace eterno entre dois apaixonados!

Os budistas, por sua vez, usavam o diamante como símbolo de equilíbrio espiritual, paz de espírito, clareza de raciocínio e percepção ilimitada.

A medida que o homem foi conquistando o diamante pouco a pouco e aprendendo a extrair o seu brilho a pedra passou a ser sinônimo de virilidade, força, coragem e masculinidade e era de uso exclusivo do homem.

Derivada do grego adamas, a palavra diamante significa invencível, uma pedra imperecível, gema de maior dureza conhecida pela humanidade (grau 10 na Escala Mohs), capaz de riscar todos os outros materiais conhecidos pelo homem, mas não ser riscado por nenhum, daí tamanha a dificuldade para domá-la e lapidá-la. Compostos de carbono, os diamantes foram formados há bilhões de anos, quando a temperatura da Terra atingiu 3.815 ºC, associada a uma forte pressão. Isso fez com que os átomos de carbono que se encontravam aprisionados na lava vulcânica presente no interior do planeta cristalizassem, dando origem a essas cobiçadas pedras. Antes de assumir o status de uma das joias mais caras do mundo, o diamante foi cercado de lendas e mitos.

Os hindus, por exemplo, já exploravam a gema em 850 a.C., mas acreditam se tratar de um ser vivo mágico, com poderes espirituais, uma vez que não conseguiam extrair o brilho da pedra. Em seus rituais ofereciam a gema bruta ao deus Krishna, acreditando alcançar assim a vida eterna. Os budistas, por sua vez, usavam o diamante como símbolo de equilíbrio espiritual, paz de espírito, clareza de raciocínio e percepção ilimitada. Árabes, persas e egípcios usavam a pedra como um talismã de boa sorte e invencibilidade, mas foram os gregos, os primeiros a ligarem o mineral ao significado do amor, pois acreditavam que a ponta da flecha do cupido era feita de diamante e quando atingia um coração, por lá permaneceria para sempre com o nome do seu grande amor.

A medida que o homem foi conquistando o diamante pouco a pouco e aprendendo a extrair o seu brilho a pedra passou a ser sinônimo de virilidade, força, coragem e masculinidade e era de uso exclusivo do homem. Usada por grandes guerreiros e sumos sacerdotes representava poder e invencibilidade, e foi apenas quando finalmente dominaram seu processo de lapidação e polimento que foi possível ver o verdadeiro brilho da pedra, e o fogo do diamante, decomposição da luz nas cores do arco-íris em seu interior, que os gregos acreditavam refletir a verdadeira chama do amor. O primeiro relato de um diamante usado para uma promessa de amor eterno foi no presente do Rei Maximiliano da Áustria, para sua noiva Maria de Borgonha, em meados do século XV. Ela foi a primeira mulher a usar a pedra como joia e como símbolo do noivado, começando uma tradição que se perpetua até os dias de hoje.

Diamante Negro ou Chocolate

Os diamantes escuros, negro e marrom, não eram tão valorizados antigamente, pois acreditava-se que eram inferiores aos incolores. Hoje, no entanto, sabe-se que são extremamente raras e dependendo do brilho e do tamanho podem superar o valor de um diamante incolor. Todos os diamantes (dos incolores aos dos mais variados tons) são compostos de carbono, e o que faz com que ele se torne negro é o acúmulo de pequenas plaquetas, geralmente de grafite, em sua estrutura. Essas plaquetas fazem com que a absorção de luz seja completa.

Alguns diamantes negros fizeram história, pela intensidade da sua cor ou pelo seu tamanho. O “Black Star of Africa”, por exemplo, foi visto pela última vez em uma exibição em Tóquio, no ano de 1971, onde foi avaliado em 1,2 milhões de dólares, e hoje não se têm mais notícias sobre o seu paradeiro e o “Black Orlov” com sua cor negra hipnotizante, foi nomeado em homenagem à princesa russa Nadia Vyegin-Orlov, que foi sua dona durante um período do século XVIII, hoje pertence a um comprador da Pensilvânia, mas o valor da peça nunca foi divulgado.