Nova Dinâmica

Sete andares, quase 13 mil metros quadrados, pavimentos escalonados que giram gradualmente, andares desuniformes, terraços verdes e uma simbiose perfeita entre natureza e arquitetura. O novo edifício da Rolex vai mudar os padrões de espaços de trabalho em Dallas, Texas.

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A parceria da Rolex com a arquitetura é antiga. Além de apoiar projetos e eventos, como a Bienal de Veneza e o Mentor and Protégé Arts Initiative, a marca suíça ainda é extremamente cuidadosa com o desenvolvimento de seus edifícios comerciais e lojas. Tanto que quando decidiu construir um novo prédio comercial em Dallas, Texas, escolheu ninguém menos que o renomado arquiteto japonês Kengo Kuma.

 

 

Kuma é o responsável pelo inovador Asakuda Culture Tourism Centre e pelo design do National Stadium, que vai abrigar as Olimpíadas de 2020, em Tóquio. Além disso, é conhecido pela sua habilidade de conectar, com originalidade, prédios, espaços e natureza. Para esse projeto, o arquiteto se uniu à Harwood International, parceira da Rolex há 30 anos, e ao paisagista Sadafumi Uchiyama.

“PENSEI EM COMEÇAR COM A PAI SAGEM, CONECTANDO O PRÉDIO AO CHÃO, COM UMA PAREDE BAIXA DE CASTELO JAPONÊS E TORCER O PRÉDIO PARA MOSTRAR O MOVIMENTO CONTÍNUO DO TERRENO PARA O EDIFÍCIO, DESDE A BASE ATÉ O TOPO”

KENGO KUMA

O edifício será o primeiro projetado por um escritório japonês a ser construído em Dallas e está localizado ao lado do original da empresa, construído em 1984. A imponente fachada é composta por sete pavimentos escalonados que criam uma estrutura retorcida ao girar gradualmente. Seus andares desuniformes permitem a criação de terraços verdes em diversos níveis do prédio. Além dos escritórios, o edifício abrigará salas de reuniões e espaços de convivência.

“Este empreendimento estabelecerá um novo padrão para espaços de trabalho nos EUA”, afirmou o CEO da Harwood International, Gabriel Babier-Mueller. “Pretendemos criar um escritório que apresentará uma mistura única de arquitetura e paisagismo jamais vista em Dallas”, finaliza Gabriel. Kuma concorda: “normalmente, edifícios de escritórios são monumentos independentes e o prédio está separado do espaço em torno dele. Então pensei em começar com a paisagem, conectando o prédio ao chão, com uma parede baixa de castelo japonês e torcer o prédio para mostrar o movimento contínuo do terreno para o edifício, desde a base até o topo – a forma dinâmica do prédio”.

O edifício, que será inaugurado em breve, promete inovar o skyline da cidade texana, que é conhecido por ser um estado não muito sustentável, já que é dominado pela indústria petroleira. Aos poucos os novos projetos em execução na cidade mostram uma mudança de mentalidade, provando que sustentabilidade pode andar de mãos dadas com o futurismo e a inovação.